Análise de Void Bastards. Você conseguirá sair da Nebulosa de Sargaso?

Void Bastards vem para dar uma volta nos jogos de tiro em primeira pessoa. Você conseguirá passar por ele?

Não há muito o que falar na web de como o ser diferente e arriscar-se é a chave para se destacar, tanto para o bem como para o mal, e manter-se vivo ao longo da história dos jogos eletrônicos, serve de influência direta e indireta para centenas de estudos e projetos. Void Bastards entra de cheio na fusão de gêneros e consegue uma mistura muito agradável e bem completa.

Neste comic nós somos os protagonistas.

Blue Manchu é um estudo afincado na Austrália formado por veteranos da indústria, entre os quais está Jonathan Chey, co-fundador da Irrational Games e que, juntamente com outros sete integrantes do estudo, começaram por tentar a sorte em um jogo de cartas. Mas o próximo projeto o mediterrâneo, para um gênero muito diferente onde queriam reunir um bom punhado de idéias originais e fundir o jogo de tiro em primeira pessoa com os jogos de gestão e estratégia, dando como resultado Void Bastards, uma nova IP que emana originalidade e surpresas para os quatro lados.

A Nebulosa de Sargaso é gigantesca, e cada nave é toda uma aventura.

A Nebulosa de Sargaso se transformou em um gigantesco cemitério de naves espaciais e justo na outra ponta da nascente do este triste lugar espacial está a Arca do Vazio de onde sua inteligência artificial nos enviará para tentar sair da nebulosa. Algo muito peculiar da arca é que é uma prisão, onde residem mais de um milhão de indivíduos muito diferentes uns dos outros, os que temos que controlar para tentar sair desse lixo espacial. Cada vez que morremos em alguma nave nossa mochila de volta a Arca do Vácuo e se conecta a outro novo recluso completamente diferente do anterior. Mas as naves da nebulosa estão cheias de inimigos com os quais nos colocam muito difícil a exploração da grande maioria. Há uma grande quantidade de inimigos e cada tipo requer uma estratégia bem diferente para derrotá-los.

A iluminação, os efeitos e as páginas são uma passada.

Sem dúvida, um gancho em toda a face é a jogabilidade de Void Bastards porque, apesar de ser um jogo de tiro em maior medida, não tem nada que ver com os jogos de tiro que estamos acostumados a ver hoje em dia. O frenetismo não faz parte de sua jogabilidade, pois precisamos ter a cabeça bem pôr para levantar estratégias constantes durante as explorações. E é que as naves que exploramos são muito diferentes (não tanto na aparência algumas) e com cada presidiário novo é uma odisséia muito diferente. Cada um deles, como acontece a nós, os humanos, evidentemente, têm os seus dons e as suas desvantagens, o que transforma cada partida completamente e faz com que tenhamos que nos adaptar ao novo prisioneiro cada vez que morre o anterior para tentar sair da nebulosa. Em Void Bastards temos presos que podem localizar inimigos no mini-mapas, mas que goku não têm um amplo campo de visão, dificultando bastante a sobrevivência. Em troca, outros terão uma tosse que, de vez em quando, alertará os inimigos próximos.

Ao morrer nos tocará um novo prisioneiro com seus prós e seus contras mas este em específico não está nada mal.
Void Bastards combina com acerto o gênero de tiro, RPG e estratégia e gestão de recursos e o melhor de tudo é que o faz de uma forma bastante simples, que não custa entender e que motiva a continuar melhorando. Cada vez que morremos perdemos a colheita, mas mantêm-se as melhorias, armas e itens desbloqueados, algo que facilita muito a vida ao novo recluso. Na hora de nos deslocarmos pela nebulosa temos que controlar o combustível disponível e a comida depois de cada deslocamento e procurar não ficar sem eles, porque iríamos à deriva e é algo que não queremos, garanto-vos. Na oficina, podemos melhorar as nossas armas e objetos obrigado a todos os materiais que coletemos em nossas explorações que, à semelhança do que acontece com os presos, a cada navio que nos encontremos terá seus pontos favoráveis e outros não tanto como estar completamente sem energia ou estar cheia de brechas que surgem um monte de inimigos. Cada exploração Void Bastards há que planeja-las com cuidado para tentar sair vivo e conseguir avançar um dia a mais na nossa aventura.

Quem anda aí?

O grampeador é uma arma muito letal.
Há uma boa quantidade de inimigos diferentes
Antes de abordar uma nave há que se equipar bem.
Cada nave tem uma disposição diferente apesar de muitas áreas se repetem.
Alguns navios estão sem energia e até que não ativamos muitas partes serão inacessíveis

Na oficina, melhoramos nossa equipe.

Relativo ao aspecto técnico de Void Bastards só posso acrescentar que é especial e único, levando a aparência de quadrinhos, graças ao Cell Protecção, a um novo nível. Os efeitos são fantásticos, fumaça adquire um volume especial com o que não conseguimos ver nada, as explosões, cheias de imagens que também estão em tiroteio, em que os passos dos inimigos, em qualquer ruído em geral. Em geral o n.o técnico de Void Bastards nos coloca em um comic onde nós somos o protagonista, dando vida a cada passo que damos. O som também é uma delícia e é muito aconselhável jogá-lo com fones de ouvido para não perder nenhum detalhe e poder estar sempre alerta.

CONSLUSÕES

Void Bastards consegue unificar e mesclar com acerto os gêneros do shooter em primeira pessoa com estratégia e gestão para enfiar tudo dentro do saco de Rouge-likes conseguindo fazer a experiência de algo novo e fresco, capaz de “picarnos” para querer avançar um pouco mais e assim descobrir todos os segredos que esconde a nebulosa de Sargaso. Sua jogabilidade é simples, mas os tons que dão as estratégias tanto na exploração como na luta fazem com que tenhamos um monte de combinações diferentes muito viáveis para cada situação. Void Bastards vem também de forma direta para o serviço de Game Pass para que os assinantes possam jogar a partir do dia de saída. Uma aposta segura que vos dará horas para aborrecê-lo.

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